O Museu Nacional Resistência e Liberdade Fortaleza de Peniche apresenta livro no Barreiro

Integrado nas comemorações dos 50 anos da URAP, o núcleo do Barreiro convidou o Museu Nacional Resistência e Liberdade Fortaleza de Peniche a apresentar o livro “A Cadeia do Forte de Peniche” no dia 9 de Maio às 15h na Cooperativa Cultural Popular Barreirense.
O livro “A Cadeia do Forte de Peniche” da autoria da historiadora Rosalina Carmona, contará com a presença da Directora do Museu Aida Rechena e com Carlos Mateus do Conselho Directivo da URAP.
A iniciativa prossegue com a leitura de ‘Poemas do Cárcere’, a que se segue um lanche cooperativo.
Trata-se de uma edição do MNRL com textos introdutórios de Alexandre Nobre Pais Presidente do Conselho de Administração da Museus e Monumentos de Portugal EPE e Aida Rechena Diretora do Museu Nacional Resistência e Liberdade.
“A Cadeia do Forte de Peniche” resulta de vasta investigação realizada por Rosalina Carmona – que fez parte da equipa de instalação do Museu – em vários arquivos nacionais e entrevistas do acervo do Museu a antigos presos políticos.
Trata de temáticas como as várias fases por que passou aquela prisão política no contexto da ditadura fascista portuguesa. Esta prisão foi classificada como prisão de alta segurança nos anos 50 do século XX’. Aspetos como a sua arquitetura, os regulamentos internos e a violência física e psicológica exercida
sobre os presos políticos, submetidos a duríssima disciplina militar, mas, também as lutas de resistência e combate à ditadura movidas pelos presos no interior da cadeia e travadas no exterior pelas suas famílias, os seus advogados e personalidades democráticas com protestos públicos, petições e reclamações pela libertação dos presos e contra a forma desumana como eram tratados.
Esta prisão política só abriu as portas aos seus prisioneiros após o 25 de Abril, mais precisamente a 27 de Abril de 1974, data em que todos os presos políticos foram libertados.

URAP, núcleo do Barreiro