O QUE É UMA EMPRESA NUM SISTEMA DE LIVRE MERCADO?


UMA EMPRESA, MICRO, PEQUENA , MÉDIA OU GRANDE, É UMA FORMA COLETIVA DE
ORGANIZAÇÃO DE TRABALHO PRODUTIVO OU DE SERVIÇOS, QUE PODE SER PRIVADA ,
COOPERATIVA OU PÚBLICA, DO ESTADO.


Poderá ter na sua constituição Empresários, acionistas, Gestores, Trabalhadores,
Comissões de trabalhadores e comissões sindicais, consoante a sua grandeza. Elas têm
sempre como objetivo a obtenção e apropriação de mais rendimentos individuais para os
seus proprietários. Daí existirem os conflitos laborais pela melhor divisão das mais-valias
(lucros) criadas.
A sua organização depende da área de atividade e da sua grandeza:
As Micro Empresas que vão de 0 até 9 trabalhadores, cujos volume de negócios não
excedem 2 milhões de euros, são 90% das empresas. São criadas por iniciativa de pequenos
empreendedores (alguns já com experiência em empresas maiores de outros) e são geridas
pelos próprios com financiamentos próprios e com crédito bancário com juros. São eles os
próprios gestores e trabalhando em conjunto com alguns trabalhadores contratados. Há
muitas que são empreiteiras de grandes empresas.
Grande parte das mais-valias criadas (lucros) são absorvidas pelos Bancos credores, com
juros, e pelas grandes empresas que as contratam e para impostos, pouco ficando para os
trabalhadores e para os micro empresários, quando não dão prejuízo.
As Pequenas Empresas que podem ter de 10 a 50 trabalhadores e um volume de negócios
até 10 milhões de euros, são 4,3% das empresas, podem ter origem no crescimento das
micro e nas mais-valias criadas, ou na iniciativa de um grupo de empreendedores,
(reduzido ou não) que põem em prática um projeto mais ambicioso. Estas já têm um tipo
de organização diferente: Alguns dos empresários fazem a gestão e supervisionam as
equipas de trabalhadores contratados que podem ter encarregados ou chefes de equipa.
Outros são apenas sócios investidores para beneficiarem de parte dos lucros.
Normalmente funcionam com créditos bancários com juros, quando não são já possuidores
de capital próprio.
As médias empresas podem ir de 50 a 250 trabalhadores, são 6,5% das empresas,
(contando também para sua classificação o volume de negócios até 50 milhões de euros).
Sendo já empresas muito importantes, algumas já têm gestor, encarregados, comissão de
trabalhadores para serem consultadas “ embora raramente” pelos gestores, e comissões
sindicais para apresentarem condições sociais. Muitas são constituídas por vários
investidores privados e com financiamento bancário com juros. Outras são formadas por
decisão de grandes empresas para outros setores de atividade económica, fazendo parte
de grupos económicos empresariais ou financeiros.
As grandes empresas são 0,1% das empresas e as que ultrapassam os 250 trabalhadores e
as que ultrapassam os 50 milhões de euros de negócio. A maioria delas pertencem a
grandes grupos económicos e financeiros nacionais e internacionais que têm como
principal acionista o grupo fundador e como acionistas importantes outros investidores
internacionais. Além dos grandes acionistas maioritários, que nada produzem e só

investiram capital para obter lucros, são os presidentes e os diretores executivos que mais
lucros obtêm destas empresas. Os trabalhadores têm apenas direito a “migalhas” e a
produzir as mais-valias que originam os lucros.
Não é por acaso que existem apenas 12 oligarcas multibilionários com mais riqueza que
o conjunto de 50% de cidadãos mundiais !!!
Devido à sua importância económica e à grande influência na economia do País, os
dirigentes dessas maiores empresas conseguem influenciar os governos para praticarem
políticas de gestão do País mais favoráveis aos seus grupos económicos e financeiros e em
prejuízo dos trabalhadores e dos encargos sociais. O seu objetivo é a obtenção de mais
lucros e não trabalhar-se para beneficiar os cidadãos do País.


7 – 6 – 2026
Faustino Reis